Reportagem da sessão ELA E NÓS da Revista ELEELA (Edição 445).
A INTELIGÊNCIA NATURAL DE DANI
DANIELA REMIÃO DE MACEDO – OU SIMPLESMENTE DANI – UTILIZA SEUS TALENTOS MÚLTIPLOS DE FORMA ECLÉTICA: ALÉM DE FOTOGRAFAR PROFISSIONALMENTE, A BELA GAÚCHA PROMOVE UMA PESQUISA NA ÁREA DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. DANI É, ASSIM, NOSSO TIPO DE MULHER: UNE ATITUDE COM BELEZA E CONTEÚDO
POR CAETANO PENNA
Toda mulher sempre vai apontar um defeito na própria imagem, mas, fora a sincera modéstia, seria de se esperar que mulheres bonitas gostassem de ser fotografadas. Esse não é o caso de Dani Remião, que nunca gostou de posar na frente das câmeras. Ao contrário, desde os 17 anos ela inverteu a situação e começou a fotografar. Sua introdução na matéria foi no curso de arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciado em 1990 – mas nunca concluído. Isso porque, em paralelo, Dani cursava a faculdade de computação, pela PUC-RS. Na época, a fotografia a encantou, ao permitir que extravasasse sua capacidade criadora, aliviando o estresse da informática. “Eu queria mesmo era fazer belas-artes… Mas, porque era o vestibular mais difícil da época, acabei optando pela computação”, diz ela, que adora desafios.
Após se formar em 1994, Dani viveu um ano na Califórnia para aperfeiçoar o inglês. Sua “alma cigana” – que a própria identifica em si – principiava a aflorar. No ano seguinte voltou para Porto Alegre, onde começou a trabalhar na indústria e a dar aulas em diferentes instituições gaúchas. O trabalho na empresa não dava muita satisfação pessoal, mas no meio acadêmico, sim. Decidiu então ingressar no mestrado de computação da PUC-RS, desenvolvendo um ambiente multimídia relacionado à língua humana dos sinais. Com os conhecimentos, posteriormente, se especializou no tratamento digital de fotos. As duas atividades continuavam caminhando lado a lado, quando, em 2003, se mudou para o outro extremo do Brasil: foi, a trabalho, a Manaus. “Minha motivação real não era a informática, e sim conhecer e fotografar a Amazônia”, conta ela docemente.
Se até 2003 o pêndulo tendia para a computação, foi a partir de uma exposição em Manaus que Dani passou a ter a fotografia como atividade principal. Em 2004, a gaúcha resolveu retomar seu sonho e cursar artes plásticas na Universidade Federal do Amazonas. Quando foi fazer a matrícula, um professor a conheceu, viu as fotos dela e a convidou para expor durante a inauguração do novo prédio das Artes. Em seguida, Dani passou a ser chamada para fotografar pequenos desfiles de grifes locais e editoriais de moda para um jornal do Amazonas. E, em 2005, viajou ao Rio de Janeiro para clicar seu primeiro Fashion Rio.
Com a vida dividida entre a Amazônia e o circuito Rio-São Paulo, em 2007, Dani acabou se estabelecendo no Rio de Janeiro, “uma cidade que respira moda”. Mas e a computação? Aos 36 anos, esta continua presente na vida da pequena notável gaúcha: desde que se mudou para a Cidade Maravilhosa, Dani se dedica ao doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolvendo pesquisa em inteligência artificial para que computadores consigam identificar a emoção a partir da voz humana. Para nós, já é fácil identificar: Dani é definitivamente nosso tipo de mulher.

Opa, bem vinda ao mundo encantador dos Blogs. Seja muita bem recebida por todos que como eu com certeza estão ansiosos para ver FOTOS!!! HUUUUU, nossa vida é este mundo super colorido ou P & B rsrsrs.
tudo de bom e espero por novos posts, Parabéns pela matéria esta belíssima, te apresenta por inteiro a quem não te conhece.
estou aqui ligadinho em vc ok
bjs mil
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